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Urolitíase em Roedores

Porquinho da India

A urolitíase é o termo técnico usado para caracterizar os cálculos, ou 'pedras', que ocorrem em qualquer porção do trato urinário, que abrange os rins, ureteres, vesícula urinária (bexiga) e uretra. Tais urólitos são comumente encontrados em cães, gatos e em seres humanos e, popularmente, o conhecimento de tal afecção é bem reconhecida.

Devido à expansão no número de animais domésticos não convencionais, como roedores, o número de casos conhecidos de urolitíase nesses animais aumentou. Roedores herbívoros são frequentemente diagnosticados, em geral porquinhos-da-Índia acima de 4 anos de idade e fêmeas são mais propensos.

No porquinho-da-Índia a causa não está totalmente elucidada, porém a alimentação inadequada pode ser um fator predisponente. Os sinais clínicos do paciente estão diretamente relacionados com a localização e o tamanho do urólito, sendo assim, ele pode ter alterações quanto a quantidade de urina (não urinar, urinar pouco ou várias vezes) ou quanto a coloração, que pode se tornar avermelhada devido a um sangramento provocado pela fricção do urólito; além disso, em alguns casos o paciente pode ficar com a postura curvada, parar de comer e vocalizar durante a micção devido a dor. O diagnóstico é feito a partir dos exames de imagem, como radiografia e ultrassonografia, e, quando possível, com exames de sangue, bioquímico e hemograma, e análise de urina. O tratamento preconizado nos porquinhos-da-Índia é a remoção cirúrgica.

Os exames de sangue e urina nesses casos têm como finalidade avaliar o grau de acometimento, principalmente nos rins, que o paciente sofreu devido a urolitíase e avaliar o estado geral do paciente para prepara-lo para a cirurgia. Porém devido à dificuldade encontrada na coleta de sangue e urina desses pacientes, fica a critério do veterinário responsável pelo caso a necessidade de se coletar tais materiais.

Apesar do tratamento ser eficaz na maioria dos casos, faz-se necessário passar o paciente em consultas constantes com o médico veterinário como forma de prevenção e, principalmente, quando há algum sinal clínico evidente.

Adaptado por: Breno Aguiar Salzedas

Referência: http://www.pubvet.com.br/uploads/3ef3b3e4b9088c5130cafd6bf92a6110.pdf


Categoria: Artigos

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